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Capoeira de Angola  

  
Mestre Manoel  
     

Apresentação
de capoeira

  
      
     

Mistura de dança e luta nascida nas senzalas, a capoeira serve atualmente de instrumento para o resgate cultural das raízes afro-brasileiras e exercício de cidadania entre crianças e jovens da Maré.

À frente das turmas organizadas pelo CEASM – que reúnem um total de mais de 30 alunos – está Mestre Manoel, fundador do Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha.

Após um ano de trabalho realizado na Escola Bahia, as aulas de capoeira acontecem atualmente no próprio Espaço Cultural do CEASM e em outras três localidades da Maré: na Baixa do Sapateiro (Ciep Elis Regina); e na Nova Holanda (Ciep Samora Machel e Quadra da Escola de Samba "Gato de Bonsucesso" ).

Nas aulas, Mestre Manoel combina prática e teoria. Ensina história e técnicas da Capoeira Tradicional de Angola e do Maculelê, fala aos alunos sobre diversidade cultural, mostra vídeos, dá exercícios de ritmo, percussão, e também organiza apresentações em diversos espaços públicos da cidade. Como se não bastasse, concilia tudo isso a um trabalho paralelo de incentivo à leitura e apoio escolar – já que a maior parte de seus alunos têm entre sete e 15 anos.

O Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha realiza trabalho semelhante em outras comunidades do Grande Rio e procura manter viva a filosofia do mestre Pastinha. Ou seja, trabalhar o equilíbrio do corpo e da mente através da Capoeira Angola.

 

Apresentações

Apresentação de
Mestre Manoel
  
     

Os alunos do Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha já se apresentaram em diversos eventos e espaços públicos da cidade, como Arcos da Lapa, Aterro do Flamengo, Cinelândia, Caxias, Ilha do Governador, Santa Tereza e Gamboa, além da própria Maré e de instituições como a Fiocruz e a Fundação Internacional de Capoeira de Angola (Fica).

As aulas de capoeira são promovidas pelo CEASM como parte integrante do Programa de Criança Petrobras.

 

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Capoeira Tradicional de Angola  

  

Dança

     

Segundo conta a tradição, a Capoeira de Angola foi criada a partir de elementos da dança N’golo – ritual de disputa de parceiros da nação Bantu, inspirada nos movimentos de animais (como zebra, arraia, galo e macaco). Desenvolvida nas senzalas, terreiros e nos quilombos da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro ao longo do século XVI, a capoeira firmou-se como signo da identidade étnica e cultural do povo escravo.

Com a abolição da escravatura em 1888 e a falta de oportunidade de trabalho para os ex-escravos, "muitos malandros e gente infeliz descobriram nesses golpes um jeito de assaltar os outros, vingar-se de inimigos e enfrentar a polícia", conforme palavras do mestre Pastinha. Assim, em 1890, a prática da capoeira tornou-se ilegal no Brasil, com penas impostas aos praticantes pegos em flagrante, que sofriam castigos corporais, desterro para Fernando de Noronha, ou eram forçados a participar como "voluntários" na Guerra do Paraguai.

 

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Maculelê  

Era em Santo Amaro, no recôncavo baiano, onde originalmente se dançava o Maculelê, dentro das celebrações profanas locais. No restante do estado da Bahia o folguedo permaneceu desconhecido por muito tempo.
     

 Apresentação
de Maculelê


     

Essa manifestação de forte expressão dramática, ponto alto dos folguedos populares, destinava-se a participantes do sexo masculino que dançavam em grupos.

Dentre todos os folguedos existentes em Santo Amaro, cidade marcada pelo verde dos canaviais, o Maculelê era o mais rico em cores. Seu ritmo vibrante contagiava a todos.

O Maculelê é uma dança guerreira, um jogo de bastões de madeira acompanhados de cânticos em linguagem popular, ou em dialetos africanos, com um instrumental variável de atabaques, agogôs, ganzás, pandeiros e violas.

Trata-se de uma demonstração de ataque e defesa, em que o atacante pode investir contra um, dois e até três dos seus companheiros, usando apenas um bastão, ao passo que os atacados se defendem com dois deles.

Maculelê
apresentação
de meninas

     

     

O nome usual para o bastão é "grima", palavra que seria uma forma abreviada de esgrima.

O Maculelê vem atravessando numerosas transformações. Em alguns grupos, a luta com bastões de madeira foi substituída por facões – mudança esta que não agradou aos defensores tradicionais do jogo.

 

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Bantu  

Etnia que ocupa todo o Centro-Sul da África.

 

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