Comunidades da Maré

Formada por 16 comunidades – cada uma com sua própria história de ocupação, a Maré é como uma Colcha de Retalhos. E isso a torna ainda mais interessante e diversificada culturalmente.

Conheça um pouco sobre cada uma destas comunidades.

 

Morro do Timbau (1940)

A história do morro que deu origem ao bairro Maré se confunde com a de Orosina Vieira (considerada sua primeira moradora), que chegou ao local em meados da década de 40 – quando a Av. Brasil estava em construção.

Hoje o Morro do Timbau tem mais de 2.700 domicílios e uma população de aproximadamente 6 mil habitantes.

Morro do Timbau
Vista da Praia
de Inhaúma

  
     
 
  
Vista geral
Timbau e
Vila Pinheiro
     
 

 

Baixa do Sapateiro (1947)

A comunidade, com cerca de 4 mil residências e 25 mil moradores, se formou a partir de um pequeno grupo de palafitas no fim da década de 40. A infra-estrutura de hoje em nada lembra os primeiros tempos.

Baixa do Sapateiro
Vista Geral

  
     
 

 

Marcílio Dias (1948)

  
Comunidade
Marcílio Dias  
     
Situada entre a Casa do Marinheiro e a fábrica da Kelson, a comunidade de Marcílio Dias já foi conhecida como Praia das Moreninhas. O processo de ocupação teve início em 1948, quando oito famílias de pescadores construíram palafitas. Marcílio Dias tem hoje cerca de 2300 domicílios, 12 mil pessoas e um comércio de pequeno porte.

 

Parque Maré (1953)

Os primeiros barracos foram construídos sobre o mangue, em 1950. Desde então, a comunidade não parou de crescer. Hoje são quase 30 mil habitantes e cerca de 4 mil domicílios. As casas de madeira praticamente desapareceram, as ruas são calçadas e a comunidade dispõe de relativa infra-estrutura.

 

Parque Roquete Pinto (1955)

Uma série de aterros realizados pelos moradores deu origem ao Parque Roquete Pinto. A área, originalmente um manguezal, foi tomada por palafitas. O processo de urbanização fez com que surgissem casas de alvenaria. A comunidade possui um Ciep e duas escolas públicas convencionais.

 

Parque Rubens Vaz (1961)

A ocupação começou em 1951, quando a quantidade de areia drenada do Canal da Portuária ainda causava muitos problemas aos moradores. Em situação bem diferente, hoje o Parque Rubens Vaz tem cerca de 15 mil habitantes em aproximadamente 1.200 domicílios. Conta também com um comércio variado, Ciep, posto de saúde e terminal de ônibus.

 

Parque União (1961)

Sua história é, no mínimo, original. A comunidade nasceu de loteamento planejado por um advogado que tinha, como projeto criar um bairro popular e com boa infra-estrutura urbana. O Parque União tem hoje cerca de 30 mil habitantes, estabelecimentos comerciais de pequeno porte, supermercado, várias creches e um Ciep.

Parque União
Praça

  
     

 

Nova Holanda (1962)

Os primeiros moradores chegaram em 1962, removidos da Favela do Esqueleto, do Morro da Formiga e das margens do Rio Faria Timbó. Alojados "provisoriamente" pelo Governo do Estado em casas de madeira, acabaram por se estabelecer definitivamente no local.

 

Praia de Ramos (1962)

  
Colônia de pesca
de Ramos
     

Praia de Ramos
Rua Gérson
Ferreira

  
     

Localizada próxima ao quartel do 24º Batalhão de Infantaria, a comunidade antes conhecida como Praia de Maria Angu, foi inicialmente ocupada por pescadores.

Hoje são aproximadamente mil domicílios e quase 4 mil habitantes.

Os moradores dispõem de um comércio de pequeno porte, dois postos de saúde, duas escolas, um posto policial e uma unidade da Fundação Leão XIII.

 

Conjunto Esperança (1982)

Foi construído em 1982, com 35 edifícios e 1400 apartamentos. A obra fazia parte do Projeto Rio, a primeira grande iniciativa de urbanização do Governo Federal na área da Maré. Na época, cerca de 7 mil moradores de palafitas foram transferidos para os imóveis. Quase 20 anos depois, o número de habitantes ultrapassa os 8 mil.

Conjunto
Esperança

  
  
     

 

Vila do João (1982)

Uma das comunidades criadas pelo Projeto Rio, o conjunto habitacional de 2600 casas foi concluído no início dos anos 80. Para lá foram levadas as pessoas que viviam em palafitas na Maré. Atualmente, a Vila do João tem cerca de 4 mil domicílios e aproximadamente 12 mil moradores.

 

Vila do Pinheiro (1989)

O aterro da Ilha do Pinheiro, em 1980, marcou o início da construção da Vila do Pinheiro – um conjunto habitacional com 2300 casas, que hoje abriga mais de 16 mil pessoas. Outra comunidade formada pelo Projeto Rio, do Governo Federal.

 

Conjunto Pinheiros (1989)

Com histórico semelhante à Vila do Pinheiro, o Conjunto também foi construído sobre a área aterrada da Ilha do Pinheiro, em 1980. Foi mais uma comunidade formada pelo Projeto Rio, do Governo Federal.

 

Conjunto Bento Ribeiro Dantas (1992)

Fundada em 1992, é uma das comunidades mais novas do bairro Maré. Reúne um pouco mais de 600 blocos e uma população estimada em 3 mil habitantes.

 

Nova Maré (1996)

A remoção de moradores que viviam em palafitas no Parque Roquete Pinto e na favela conhecida como Kinder Ovo deu origem à comunidade da Nova Maré. O conjunto habitacional foi inaugurado em 1995 e atualmente conta com mais de 620 casas.

 

Salsa e Merengue (2000)

Essa comunidade, oficialmente conhecida como Novo Pinheiro, é um conjunto habitacional inaugurado pela prefeitura em 2000. Possui histórico e características próprias, mas o fato de ainda não ter Associação de Moradores a faz ser incluída, tradicionalmente, na Vila Pinheiros.

 

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